| barraco novo |
[11 Aug 2008|06:40pm] |
Porque isso aqui é um tédio pros analfabetos como eu, A-ha, mudamos de casa. Agora atendemos em http://quiebrelapierna.blogspot.com
(cujo nome, aliás, é mais coerente com o que eu ando desejando por aí. no mau sentido)
Aos poucos vou passando o arquivo com todo esse gingado moreno pro blogspot. E lá é mais fácil de comentar!
salut!
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| ivana arruda leite |
[09 Aug 2008|01:21am] |
RECEITA PARA COMER O HOMEM AMADO Pegue o homem que te maltrata, estenda-o sobre a tábua de bife e comece a sová-lo pelas costas. Depois pique bem picadinho e jogue na gordura quente. Acrescente os olhos e a cebola. Mexa devagar até tudo ficar dourado. A língua, cortada em minúsculos pedaços, deve ser colocada em seguida, assim como as mãos, os pés e o cheiro verde. Quando o refogado exalar o odor dos que ardem no inferno, jogue água fervente até amolecer o coração. Empane o pinto no ovo e na farinha de rosca e sirva como aperitivo. Devore tudo com talher de prata, limpe a boca com guardanapo de linho e arrote com vontade, pra que isso não se repita nunca mais. (do livro Falo de Mulher, ed. Ateliê)
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| narcisa, the new messiah |
[05 Aug 2008|01:19pm] |
"A vida mesmo sendo louca é absurda, e um eterno aprendizado e viva a nossa felicidade. Porque tudo é um momento, depois passa..."
(narcisa tamborindeguy)
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[04 Aug 2008|11:04am] |
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“We’d always talked of leaving, but then one morning, without a word to anyone, one of us really did leave...”, says the voice over the final scene of I vitelloni. Without saying goodbye, Moraldo leaves his hometown, his family, his friends at the pool hall. “But weren’t you happy there?”, asks Piccolo from the sidewalk as the train begins to move away. The bright, handsome face of Moraldo, played by Franco Interleghi, reveals that he doesn’t know how to answer. Yes, he was happy. But… And through the window of the moving train, he imagines he can see his friends all asleep in their beds — Alberto, Leopoldo, Fausto, Riccardo. A lump forms in his throat as the train speeds up. A new chapter has opened, and the young railway worker smiles at Moraldo the way Paola will smile at Marcello at the end of La dolce vita. Because that’s all part of what’s so hard about growing up — the unavoidable, wrenching farewells, as you take your first confident steps into the vast world. If you listen closely, you’ll note that the voice that says “adios, Guido” doesn’t belong to the actor Interlenghi but to Fellini himself, taking over the microphone in the dubbing studio, as if he wanted personally to seal his farewell to youth.”
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[04 Aug 2008|10:41am] |
Something always missing Always someone missing something Something always missing Always someone missing something Something always missing Always someone missing something Something always missing Always someone missing something
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| Robson Papaleo para peixes |
[03 Aug 2008|12:14pm] |

"Tudo tem seu tempo. Há coisas que precisam de um tempo para mudar, mas há que se considerar que se não ocorrerem as mudanças necessárias até um certo momento, de modo diplomático e tranqüilo, devemos ser mais firmes e contundentes para fazer valer nossa vontade. Caso não seja possível devemos ser realistas o suficiente para perceber que há coisas que não mudam e há pessoas que não pretendem mudar. Cada um escolhe o que é melhor para si."
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Dica da tia: só acredite em astrologia quando ela CONCORDA COM VOCÊ.
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| De série Coleção de pessoas: a analisanda |
[02 Aug 2008|11:13pm] |
 Sigmundo quer falar com VOCÊ.
Cattarina quer entrar na análise há anos, mas ainda não teve dinheiro porque sempre gastou demais com aquela sandália no mês passado. na primeira sessão discutirá sua dificuldade com PRIORIDADES. Tem convicção de que todo mundo precisa de análise. Depois de ler o sumário das obras completas de Sigmund Freud na biblioteca da faculdade, descobriu o paradigma da IDENTIFICAÇÃO. Sua vida é um livro aberto, olha dente de cavalo dado, bota a boca no mundo, no trombone, vai a Roma e, chegando lá, descobre que nunca passou de Garulhos. Sempre é mais livre que você. Porque todo mundo tem demanda de análise, mas a dela é melhor que a sua.
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| A quoi ça sert l'amour? |
[02 Aug 2008|11:05pm] |
Para os corações cheios, porque os vazios - welcome to the club - não precisam de alívio.
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[01 Aug 2008|07:51pm] |
“Toda paixão verdadeira é sem esperança, do contrário não seria uma paixão mas um simples pacto, um acordo sensato, uma troca de interesses banais.”
(sandor marai)
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| Da série Coleção de pessoas: o diretor de cinema |
[01 Aug 2008|11:34am] |

Entre 30 e 40 anos. Carreira de curta-metragista. Tem sempre muitos filhos, está em dificuldades financeiras e atualmente tenta uma entrada no mercado publicitário - é incrível, mas todo diretor de cinema está sempre tentando pela primeira vez uma entrada no mercado publicitário -, onde obterá sucesso em campanhas pequenas, numa produtora carinhosamente conhecida como “quitanda”.
Aos 43 fará concurso público. O cinema renderá bons papos de bar.
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| Para São Tomé |
[31 Jul 2008|12:51am] |

Isso de amar E ser amado É muita coincidência.
Desconfie sempre.
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| começou chorare |
[29 Jul 2008|09:33am] |
ok, imagine um mundo em que as pessoas que te olham usam espelhinhos na testa pra refletir o seu interior. imagine um mundo sem pecado e sem juízo, de cabelos longos e saias longas e batas longas e rodas de violão longas que encurte ainda mais sua paciência de ser unicelular. ok, agora imagine que nesse mundo você faz parte do uno e o uno faz parte de você. ok, agora imagine que a Baby Consuelo está no uno, com seus cabelos, saias e rodas de violão, todos longos, longos demais pra sua paciência de ameba. encare a realidade: baby consuelo faz parte de você. o que isso significa? hein? hein? . . . ............................................ADIVINHOU?............................................

Significa que tá na hora de mudar de nome, mané! Russeta Jovelina, muito prazer.
My Acabou Chorare: clique! is Russeta Jovelina. Take Gerador de nomes de filhos da Baby Consuelo today! Created with Rum and Monkey's Name Generator Generator.
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| (porque eu sou feita de cabeça, tronco, membros e humor negro) |
[24 Jul 2008|11:37am] |
I maintain that a man can never be a humorist, in thought or deed until he can feel the springs of pathos.... Trust me, he was never yet probably funny who was not capable at times of being very serious. And more: the two are as often as not simultaneous. Whilst a man sees what we call the humorous side he must have ever present the obverse; those who laugh best and oftenest know that background. … Behind the broadest grins, the most exquisitely ludicrous situations, they know there is the grinning skull, and that all roads lead along the dusty road to death” (p. 17).
Mark Twain, 1895
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| Porque eu pago meus pecados à vista |
[24 Jul 2008|11:11am] |
(Ok, é ficção. mas poderia ser verdade!)
Aline: Eu desisti de ir na vidente. É. Gastar todo o dinheiro que eu ganhei no meu aniversário?
Clarisse: Aline, seu aniversário foi há sete meses. Você ainda não gastou?
A: Ah, eu tenho pena. Que sejam cem reais, um vidente barateiro. Cem reais pra saber do futuro?
C: Você vai deixar de saber o seu futuro pra não gastar cem reais?
A: E se ele me disser alguma coisa ruim? Eu vou ter gasto cem reais para saber que vai dar tudo errado.
C: É, eu também não iria.
Julia: Não? Mas você tá tão new age... Você cataloga as pessoas pelo ascendente!
C: É, mas eu tenho medo do que ela pode me dizer.
A: Tá vendo? Medo de ouvir desgraça.
C: Não, no meu caso desgraça é lucro. Eu tenho medo de não ouvir nada. Dela devolver o dinheiro e falar: minha filha, volta pra casa. Na sua vida não vai acontecer N-A-D-A.
J: É... Porque... se você pensar... Você vai pagar pra saber de uma coisa que você vai saber de qualquer jeito mesmo.
C: Mas você vai saber ANTES, Julia!
J: Ah, eu prefiro esperar. Se a sua vida for ruim, pior ainda. É que nem assistir a filme chato duas vezes. E nem dá pra sair no meio.
Maria: É, Julia. Melhor você não ir mesmo.
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| Já já tudo passa... |
[15 Jul 2008|12:15am] |
BAIXA ROTAÇÃO (Ivana Arruda Leite)
Presos na moldura do porta-retratos os parentes mortos velam por mim - eles têm pouco com que se ocupar.
Meus pais e os pais dos meus pais se divertem com minha pouca paciência para os fatos da vida - sempre tão devagar.
Já já tudo passa, parecem dizer. Aproveita.
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| Da série Coleção de pessoas: o assistente de produção |
[09 Jun 2008|09:20pm] |

Aluno do 1º período de uma faculdade de cinema, o assistente de produção se deslumbra com a oportunidade de estar num set de filmagem. Quer subir na profissão, se esmera em trabalhar com presteza. É o único na equipe que admira o diretor, até o dia em que conversa com ele. Não gosta de falar sobre sua função no filme, que é servir café e água. Às vezes varre o chão, motivo pelo qual guarda certo rancor pela tia da limpeza. Sonha com o dia em que será chamado pelo nome.
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| Diretamente de um rascunho grande e barrigudo do roteiro de Eternal Sunshine of a spotless mind |
[13 Apr 2008|11:41am] |
| [ |
music |
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9th and Hennepin |
] |

CLEMENTINE I like you. That's the thing about my psychic thing. I think that's my greatest psychic power, that I get a sense about people. My problem is I never trust it. But I get it. And with you I get that you're a really good guy.
JOEL Thanks.
CLEMENTINE And, anyway, you sell yourself short. I can tell. There's a lot of stuff going on in your brain. I can tell. My goal... can I tell you my goal?
JOEL Yeah.
CLEMENTINE (ala Paul Simon) What's the goal, Joel? (laughs) My goal, Joel, is to just let it flow through me? Do you know what I mean? It's like, there's all these emotions and ideas and they come quick and they change and they leave and they come back in a different form and I think we're all taught we should be consistent. Y'know? You love someone -- that's it. Forever. You choose to do something with your life -- that's it, that's what you do. It's a sign of maturity to stick with that and see things through. And my feeling is that's how you die, because you stop listening to what is true, and what is true is constantly changing. You know?
(Charlie Kaufman às vezes é tão irritantemente descritivo e outras vezes tudo é diálogo, diálogo, diálogo, sem qualquer ação. É um rascunho, tudo bem. E me fez voltar a ouvir Tom Waits. O melhor de Clementine é que tudo o que ela diz - e o cabelo azul e a urgência - não passa de uma tentiva de autoconvencimento. No fim das contas o que a gente finge que é não deixa de ser parte da gente também.)
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| sobre escrever |
[12 Apr 2008|08:26pm] |
"Agora há pouco eu estava sentado na varando do hotel escroto, já de manhã, esperando a lan house abrir, quando vi passar um casal. Ela branca brasileira, podia ser de classe média carioca, um bebê no colo, com um vestido pobre mas bonito, bem colorido. Ele, mulato magro, de bermuda e camisa polo. Na mão direita, um guarda-chuva, fazendo as vezes de guarda-sol, cobrindo a mulher e o bebê. Na mão esquerda, um menino de uns cinco anos. Eles passaram, seguiram pela rua horrenda com esgoto a céu aberto, foram seguindo. Eu fiquei olhando eles se afastarem... na direção do que? Me deu vontade de adotá-los, de protegê-los. Seria o efeito de afastamento da realidade operando também em mim? Eu não posso adotá-los, não posso protegê-los. Mas posso ser um deles. É isso que é escrever ficção, para mim. Posso ser ele ou ela, ou o menino, o bebê. Até o guarda-chuva fazendo as vezes de guarda-sol. E por escrito, num filme, num livro, fazer com que eles existam de uma outra forma, para além da rua horrorosa. Não serve para nada, não os protege nem ajuda, mas pelo menos os faz menos invisíveis, menos achatados pelo mundo, pelo Brasil. É só isso, fazer ficção. Olhar alguém e ser aquele alguém por um certo tempo. Claro que é também, bem flaubertianamente, fazer com que eles sejam eu, trazê-los para mim e levar-me até eles. Toda ficção que é puramente exterior aos personagens é de um jeito ou de outro pura pornografia." (David F. Mendes)
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KURT VONNEGUT: Paul Engle, o fundador da Oficina de Escritores em Iowa, me disse que, se a oficina um dia arrumasse um prédio próprio, estas palavras deveriam ser inscritas sobre a entrada: "Não leve isso tudo a sério".
Pergunta: E como isso poderia ajudar?
KURT VONNEGUT: Faria os estudantes se lembrarem que estavam aprendendo a fazer brincadeiras. Se você faz as pessoas rirem ou chorarem por causa de pequenas marcas negras em folhas de papel branco, o que é isso a não ser uma brincadeira? Todas as grande linhas básicas de histórias são grandes brincadeiras nas quais as pessoas caem continuamente.
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